terça-feira, 31 de maio de 2011

Projeto 'Esporte é Vida' muda a realidade de crianças e adolescentes do Jordão

Reprodução TV
A comunidade do Jordão é um lugar marcado pela criminalidade e pelo tráfico de drogas. Porém, esse triste histórico começou a ser mudado pelo esporte através de um projeto que surgiu no bairro há dois anos.

“A gente percebe que o nosso bairro, que já teve o nome de Bairro da Morte, e hoje já faz um bom tempo que não vemos esse nome sendo divulgado na imprensa. Acredito que por conta dos projetos. A gente tem visto as crianças realmente participando dos projetos, se inscrevendo nos cursos que estamos fazendo e isso tem melhorado muito a nossa comunidade”, afirma o tenente da Polícia Militar, José Charles da Silva.

Essa mudança no bairro foi iniciada com o projeto "Esporte é Vida", que tenta recuperar jovens viciados em drogas. “Esse projeto surgiu a partir do momento em que vimos o consumo de drogas crescer muito no bairro. Ao mesmo tempo, a gente viu que as academias do bairro não eram valorizadas. E vimos nisso a possibilidade de fazer o resgate das crianças que estão entrando no mundo de drogas no Jordão”, diz o coordenador do projeto, Erivaldo Albuquerque.

O projeto é um sucesso. Atualmente, há cerca de 230 jovens participando de todas as modalidades, que, ao todo, são cinco de artes marciais e três de outros esportes. Para participar do projeto, é obrigatório estar de bem com os livros. 

“A priori, a gente exige que eles estejam estudando, pois é uma das formas de a gente fazer com que a criança estude. Não adianta apenas resgatar na arte marcial, tem que ter o estudo também. E esta é uma das formas de manter a criança na escola e manter o nosso ensinamento também”, conta o coordenador.

Futebol muda a vida de moradores de rua


Você sabia que existe outra copa do mundo, diferente daquela que a gente torce de quatro em quatro anos? É a Copa de Mundo de Futebol de Rua, disputada por organizações não-governamentais do mundo inteiro que trabalham com moradores de rua.

O Brasil também participa. Nossos jogadores são pessoas que conseguiram recuperar a dignidade, ter trabalho, endereço fixo e respeito. 
Eles publicam e vendem uma revista, que você já deve ter visto pelas ruas de São Paulo e Rio de Janeiro. É a Ocas. 

A Ocas é uma revista escrita por jornalistas voluntários e por moradores de rua. Surgiu em 2002, inspirada em um projeto social inglês. Como exemplo bom é exemplo a ser seguido, já existem mais de 55 publicações em vários países. 
Guilherme Araújo, presidente da Ocas, explica que eles recebem os primeiros exemplares gratuitamente para que possam iniciar o trabalho, se capitalizar e, a partir daí, pagar R$ 1,00 por cada revista. Eles vendem cada uma por R$ 3,00. Esse lucro de R$ 2,00 é imediato. A geração de renda e a interação que existe no processo de compra e venda com o leitor são as bases do projeto.
O resultado é o resgate da auto-estima. 

O pessoal se reúne todos os sábados para produzir material. Eles têm a seção fixa na revista e, além disso, têm um trabalho esportivo.
O esporte praticado é a paixão brasileira: o futebol. O que começou como uma tentativa de aproximar os vendedores da revista, acabou na criação de um time, que hoje participa da Copa do Mundo de Moradores de Rua. Parte do time ficou concentrada em São Roque, perto de São Paulo. 
O evento é um pouco diferente: acontece todos os anos e o número de jogadores é bem reduzido: são só quatro de cada lado. Tem também os quatro reservas. A Copa começa dia 19 de julho, na Escócia. 
Os jogadores não são craques. Mas, se tem uma coisa que não importa, é a qualidade técnica deles. 

Revista Ocas
Site: www.ocas.org.br

Instituto Ronaldinho Gaúcho oficializa parceria com governo do estado

ONG de Ronaldinho firma parceria com governo do estado
ONG de Ronaldinho firma parceria com governo do estado

Três representantes do Instituto Ronaldinho Gaúcho estiveram, na manhã desta quinta, dia 21, no campo do Buriri, no bairro de Santa Cruz, para anunciar a formação de uma parceria com o governo do estado. A intenção é implantar na capital baiana a primeira filial da entidade fora de Porto Alegre. Durante a visita, o advogado Fabiano Machado anunciou a vinda do craque para Salvador, onde o meia da seleção brasileira pretende organizar uma partida com amigos. O evento já tem data e local definidos. Será no próximo dia 30 de maio, no estádio Manoel Barradas (Barradão).
“Ronaldinho escolheu Salvador não só por gostar da cidade e ter relação com diversas pessoas daqui, mas também porque tem consciência de que esta é a cidade com a maior concentração de negros no Brasil“, disse Machado. Depois de distribuir camisas 10 do Barcelona assinadas pelo craque gaúcho, ele lembrou que o instituto trabalha com três mil crianças e adolescentes em diversas ações sociais, culturais e esportivas, de saúde, educação e ecologia. “Nem todo mundo se transforma num jogador, e o que fazemos é oferecer novas alternativas para que os jovens possam se formar como cidadãos ou ter uma profissão“, disse. O objetivo, segundo Machado, é que menores em situação de risco fiquem longe das drogas, do alcoolismo e da violência.

Guga e IGK ( Instituto Guga Kuerten). Ação em prol de projeto social

Guga e IGK. Ação em prol de projeto social

Guga participou nessa quarta-feira (11/05) de uma ação social desenvolvida em parceria com o IGK e o Centro Cultural Escrava Anastácia, na praia da Armação, em Florianópolis. Durante o encontro com os jovens que frequentam o projeto “Procurando Caminho”, o ex-número 1 do tênis mundial distribuiu equipamentos de surfe para os garotos que estão aprendendo o esporte. 

“O objetivo do projeto é desenvolver nesses meninos que moram em comunidades com diversos problemas, noções de disciplina e responsabilidade”, explica Mateus Hoerlle, coordenador do projeto. Além das aulas de surfe os garotos também participam da oficina de pranchas. A condição para que eles integrem o projeto está diretamente ligada à freqüência escolar. O “Procurando Caminho” é realizado desde 2007 e atende em média 30 garotos, a partir dos 14 anos, nos turnos matutino e vespertino.

“A participação do Guga nessa ação foi um grande incentivo. Esses meninos vivenciam situações muito difíceis e precisam ser acolhidos. Esse gesto do Guga serve ao mesmo tempo como exemplo e também será lembrado para sempre", declarou a secretária do projeto, Adriana Niehues.

Se quiser se informar mais sobre o instituto IGK ( Instituto Guga Kuerten) : http://www.igk.org.br/